sábado, 3 de outubro de 2009

Rio X Olimpíadas X Turismo

Ontem ao escutar Rio de Janeiro no pronunciamento de quem sediaria as Olimpíadas de 2016 meus olhos se encheram de lágrimas e a emoção tomou conta do meu coração. Como brasileira senti-me orgulhosa do meu país e como turismóloga senti realizada por compreender a importância do Brasil sediar em uma de suas cidades um evento deste porte. Saí rumo ao computador, claro que como uma twitteira viciada, fui direto para a página do twitter com a intenção de ler os comentários referentes ao assunto que naquele momento dominava o mundo. No entanto me espantei com a insatisfação de muitos seguidores, inclusive a maioria carioca. Refleti por alguns segundos e não consegui compreender, já que o turismo nos últimos tempos assumiu uma posição de destaque na economia global e tem sido responsável por uma parcela significativa do PIB de vários países. Retornei ao twitter e comecei então a observar o conteúdo das mensagens e aí sim passei a entender a preocupação de muitos em relação à realização das Olimpíadas, onde alegavam que além de ser um gasto grandioso que poderia ser investido em questões sociais, também iria abrir possibilidades para elevar a corrupção. Neste momento, a preocupação tomou conta de mim, já que percebi aí que esta cena é reflexo de um desenvolvimento turístico insustentável, irresponsável e descontrolado e sei que isto já era de se esperar. É certo que o turismo brasileiro só funcionará quando o poder público, a comunidade local e os empresários do setor tomar consciência que precisam se unir em ações sinérgicas e sustentáveis e passarem a compreender que os benefícios devem ser gerados a todos e não ficar concentrado na mão de uma minoria como anda acontecendo em várias localidades. Fazer turismo não significa desrespeitar o meio para agradar a demanda. Fazer turismo é satisfazer a demanda através de ações responsáveis que não prejudica nada e ninguém. Fazer turismo significa promover qualidade de vida à população local que são importantes protagonistas neste grandioso espetáculo de belezas, sonhos e fantasias. Portanto o Brasil necessita de políticas públicas direcionadas para um desenvolvimento turístico sustentável, onde os princípios beneficiam todos e tudo. Não há dúvidas que é um setor em franca expansão em todo o mundo, mas infelizmente depende do poder público para o seu desenvolvimento e por isso é importante que os brasileiros escolham bem os seus governantes e parem de se esquecer das corrupções e malandragens em épocas de eleição para não chorar mais tarde como anda acontecendo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Santa Fé Do Sul

Destinos turísticos surgem a todo o momento, porém existem lugares no Brasil que ainda não são opções dos diversos pacotes turísticos ofertados pelas inúmeras operadoras. Diante disso, apresento aqui um destino que expressa exatamente os dizeres de seu slogan “Bonita de se ver, ótima para se viver”. Santa Fé do Sul, um lugarzinho sossegado com apenas 28 mil habitantes, privilegiada hidrograficamente, possui a nascente do Rio Paraná a 15 quilômetros do centro da cidade e ainda entrecortada por três bacias: São José, Jacú - Queimado e Ponte Pensa. Tive o prazer de residir 4 anos nesta bela cidade, onde fui acolhida com enorme hospitalidade pelos moradores. Realmente um lugar ótimo para se viver com uma infra-estrutura invejável, fruto do excelente trabalho do ex -prefeito Itamar Borges que sempre visou um desenvolvimento responsável do município. A Estância Turística, assim chamada desde 2003 quando o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin promulgou este título à cidade, conta com um secretário de turismo brilhante e competente, Beto Alcalá, que sempre lutou para fazer e acontecer, levando ao município cultura, lazer e entretenimento. Situada no extremo noroeste paulista, a 625 km da capital, o município faz divisa com três estados: está a 10 km de Mato Grosso do Sul, a 20 km de Minas Gerais e a 70 km de Goiás. Em se tratando do turismo atende diversos segmentos como o turismo de pesca, ecoturismo, turismo de eventos, dentre outros. No período escolar a cidade se transforma em um verdadeiro centro universitário o que proporciona muita animação e badalados eventos para o divertimento dos estudantes. Vejam fotos em http://turismo.santafedosul.sp.gov.br/portal.php Não perca tempo e conheça esse lugar maravilhoso tanto para o sossego e contato com a natureza como para o entretenimento e as agitações das noites universitárias. Patrícia Garcia (Turismóloga, graduada em Santa Fé do Sul/ SP) Twitter: http://twitter.com/garciapaty

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Onze dicas para os Twitteiros

  • 1- Siga todos os seus seguidores com exceção à fakes e twitters pornográficos
  • 2- Nunca dê unfollow em seus seguidores, se der espere que eles também lhe darão
  • 3 Retribua as indicações, assim sempre será indicado e conquistará diversos seguidores podendo encontrar pessoas legais para um bom bate papo
  • 4 Utilize o twitter para fazer o seu marketing pessoal ou da sua empresa, seja de produtos ou serviços
  • 5 Se curtir assuntos interessantes sigam revistas, jornais e TVs que sempre colocam novidades atuais
  • 6 Nunca fique muito tempo sem dar o ar da graça, não caia no esquecimento dos seus seguidores
  • 7 Seguir pessoas famosas é nunca obter respostas
  • 8 Sempre que algum seguidor falar com você, responda-o
  • 9 Se algum seguidor não retribuir suas indicações não fique com raiva talvez ele não tenha visto, por isso fale com ele quando estiver twittando
  • 10 Cuidado com informações pessoais como número de telefone, não faça como o Bruno Gagliasso.
  • 11 Lembrem-se que o twitter é uma rede social, não fique apenas indicando e pedindo indicação, interaja com os seus seguidores e verás que pode fazer bons contatos e várias amizades nesta tão comentada ferramenta.

Valeu!

Patrícia Garcia

Twitter: http://twitter.com/garciapaty

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Câmara aprova regulamentação de turismólogo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 6906/02, do Senado, que regulamenta a profissão de turismólogo. O projeto, que ainda retornará ao Senado porque recebeu emendas na Câmara, confere o exercício da profissão apenas aos bacharéis em curso superior de Turismo ou Hotelaria e aos profissionais não-diplomados que comprovadamente já a desempenhem há pelo menos cinco anos a função, contados da data de publicação da lei. Se virar lei, a proposta abrangerá 18 atividades relacionadas ao turismo como organizar e dirigir agências, hotéis, entre outros; realizar inventários turísticos e planos de desenvolvimento turístico nos municípios, regiões e estados da Federação; idealizar roteiros, pesquisas e projetos de marketing na área, entre outros.A regulamentação já foi aprovada uma vez, mas vetada pelo presidente Lula. Fonte: http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/politica/camara-aprova-regulamentacao-de-turismologo_50732.html?pesquisa=1 Chegou a hora de reivindicarmos a regulamentação da profissão de turismólogo. Compreendo que diante das distâncias e conturbações do dia a dia é praticamente impossível reunirmos fisicamente um número expressivo de profissionais. No entanto vivemos na era digital e a internet esta aí para ser aproveitada, não apenas para manter relacionamento, mas também para divulgarmos serviços e produtos, colocarmos nossas opiniões e lutarmos por nossos direitos. Hoje possuímos uma rede social que está dando o que falar, o TWITTER, onde temos espaço para nos comunicar gratuitamente com milhões de pessoas. Vamos aderir a esta nova ferramenta para fazermos nossas manifestações, já que lá tem profile de vários políticos e podemos direcionar nossas necessidades e manifestações a eles. A internet é o melhor meio para a comunicação e tem surtido resultados extraordinários, o que pode ser comprovado na eleição de Barack Obama que conquistou a maior parte de seus eleitores através de campanhas virtuais. O nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva já citou a ferramenta em algumas entrevistas, sinal que a sua assessoria está de olho nos twitteiros. Então não vamos perder tempo, vamos aderir ao twitter e manifestarmos. Espero vocês lá!!! Seja meu seguidor e vamos juntos lutar por nossas causas! Meu Twitter: http://twitter.com/garciapaty Abraços Patrícia

sábado, 15 de agosto de 2009

UMA NOVA TENDÊNCIA: MARKETING DIGITAL

Não há dúvidas de que o mundo está se transformando, o que antigamente demorava décadas para acontecer, hoje demora segundos e é uma situação sem volta. A natureza muda, nossos costumes mudam em frações de tempo jamais imagináveis. Tudo que é novo hoje se torna arcaico amanhã, resultado das conseqüências geradas pelo avanço desenfreado da tecnologia. Diante disso podemos notar que uma nova era se impõe diante de nossas vidas, a era digital, onde as máquinas passam a ocupar um espaço significante dentro da sociedade e por isso é oportuno compreendermos esta tendência. A tecnologia nos trouxe ferramentas que se tornaram indispensáveis em nossas rotinas, como os computadores e posteriormente a internet, já que a utilizamos para trabalhar, nos informar e até mesmo para manter contato com amigos. É incrível como este instrumento tem se tornado uma necessidade básica para o ser humano e para as empresas, visto que se transformou em um dos maiores e mais importante meio de comunicação. Chegamos ao ponto certo, podemos perceber aqui que a dimensão de usuário da internet é enorme, além de atingir todos os sexos, idades, classes sociais, tribos, dentre outras variáveis de segmentação. E agora pergunto: O marketing digital é uma boa opção para as empresas? Antes de tudo vamos entender o que é o marketing digital, que pode ser definido como ações de comunicação através de meios digitais como a internet que possui o objetivo de divulgar o produto e posicionar a marca, buscando conquistar novos clientes e aumentar a sua rede de relacionamento. No entanto, aliar as técnicas tradicionais de marketing às novas tecnologias da informação é um passo arrojado para as empresas que desejam aumentar a sua lucratividade. Para melhor compreensão vamos comparar dois meios de divulgação o outdoor e a internet, o primeiro será exposto em alguns pontos de uma determinada região, com isso atingirá apenas as pessoas que passam naquele local, já a internet rompe as barreiras geográficas e pode alcançar pessoas interessadas por determinado segmento no mundo todo. Atualmente a internet disponibiliza vários meios para a divulgação de produtos e serviços como: Google: página de busca que se tornou poderosa quanto à publicidade, já que milhares de usuários utilizam o seu endereço a todo minuto. Serve como estratégia para posicionar o site da sua empresa, podendo ser realizado em duas formas, através do AdWords (links patrocinados) e SEO (otimização de sites). Os links patrocinados são relacionados aos anúncios pagos para o Google e a otimização de sites são técnicas para organizar o conteúdo e estrutura do mesmo de modo que a página seja encontrada pelo seu público-alvo quando faz a busca. Twitter: uma rede social que tem sido utilizada por grandes empresas para divulgar a sua marca. Ótima ferramenta para o fortalecimento da marca no ambiente digital, já que pode levar aos seus seguidores as constantes atualizações e informações sobre produtos, serviços e promoções. Orkut e Facebook: rede social de relacionamento que liga pessoas em torno de você ou de sua empresa, permitindo publicar fotos, notícias e vídeos. Um instrumento gratuito que proporciona um aumento significativo nas relações pessoais, profissionais ou até mesmo comerciais. Blog: página pessoal ou corporativa, que pode ser utilizada para postar artigos sobre assuntos relacionados ao seu interesse e ainda permite linkar o seu site podendo assim elevar o tráfego de visitantes em sua página na internet. Assim, podemos notar que o custo das ações do marketing digital é muito inferior se for comparado com as ações do tradicional, já que a internet disponibiliza alguns meios sem custo, não há gasto com impressão e, além disso, são práticas ecologicamente correta. Com o intuito de lançar uma loja online no Brasil, recentemente a Apple colocou um site para teste, onde diversos brasileiros tiveram acesso e realizaram pedidos sem saber que a loja ainda não existia. Diante disso a empresa acabou obtendo uma pesquisa mercadológica com um custo totalmente reduzido, o que comprova que para as realizações de ações do marketing digital basta criatividade e pouco recurso financeiro. (Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI87903-16355,00-APPLE+TESTA+LOJA+ONLINE+NO+BRASIL.html) Em resposta a pergunta do texto, posso afirmar que o marketing digital é um excelente meio para as empresas que desejam aumentar a sua demanda e conseqüentemente a sua lucratividade. Patrícia Garcia TWITTER: http://twitter.com/garciapaty http://twitter.com/Smartpage

segunda-feira, 27 de julho de 2009

INTERNET NAS ORGANIZAÇÕES: BENEFÍCIOS OU MALEFÍCIOS NA PRODUTIVIDADE?

Antes de tudo, é importante colocar a definição de internet que pode ser entendida de uma forma geral como uma rede que interliga diversos computadores permitindo a comunicação e a troca de informação com facilidade e rapidez. Ao olharmos para o contexto evolutivo dos meios de comunicação podemos observar que o avanço tecnológico vem proporcionando meios que nos permite menor disponibilidade de tempo para realizar contatos, fechar negócios, dentre outros fatores. Antigamente as empresas utilizavam cartas para contatar algum fornecedor, por exemplo, o que trazia uma demora inquestionável para obter o retorno. Nos dias de hoje esta nova ferramenta nos permite fazer contato com diversas localidades do mundo em um curto espaço de tempo e ainda nos oferece variedades de informações de todos os assuntos imagináveis. Esta interatividade que a internet proporciona gera uma redução nos esforços para determinadas tarefas e com isso maximiza o tempo para maior produtividade. Mas será que na prática funciona desta maneira? Infelizmente em muitas organizações a internet tem sido um fator que gera baixa produtividade, visto que os colaboradores passam boa parte do período de trabalho utilizando para o uso pessoal, enquanto as tarefas vão sendo deixadas de lado. E o que fazer diante desta situação? A maior parte das empresas que enfrentam esta situação toma medidas drásticas bloqueando a ferramenta, mas certamente esta não é a melhor medida. Que a internet é um excelente meio de comunicação não há dúvidas e diante disso não deve ser excluída como instrumento de trabalho, é preciso educar os colaboradores para que passem a compreender que não pode ser utilizado para fins pessoais, da mesma forma em que o funcionário não tem permissão, por exemplo, em passar no posto de gasolina onde a empresa tem créditos e encher o tanque do seu carro. Mário Persona em resposta sobre como a internet pode afetar o desempenho no trabalho, dada a uma entrevista a Revista Bens & Serviços da FECOMERCIO-RS, afirma que isso é uma questão cultural, e a empresa precisa educar seus colaboradores no uso das ferramentas. Algumas, quando descobrem que seus colaboradores estão usando de forma errada a Internet se livram das ferramentas, quando o certo seria se livrar das pessoas que não sabem utilizar as ferramentas. Se uma fábrica percebe que um colaborador está gastando tempo e energia usando uma máquina de furar elétrica, seria sensato adotar apenas furadeiras manuais? Contudo, nota-se que é importante que as organizações criem a sua cultura buscando pessoas que se encaixe nela, e se caso não se enquadrar o melhor é desfazer do colaborador e não das ferramentas. Analisando a Google pode-se verificar que é uma empresa que dispõe de uma área de entretenimento para os seus funcionários com salas de jogos, academias, massagens, dentre outros. Certamente esta organização funciona de forma harmoniosa porque contratam pessoas com um perfil que se adapte dentro da sua cultura e entendem que aquele espaço não é para ser utilizado o tempo todo e sim nos momentos em que as tarefas passam a não ser desenvolvida com tanto êxito devido ao cansaço mental. Fica claro que a internet é um meio de comunicação eficiente e ágil, portanto deve sim ser utilizado pelas organizações, porém é necessário que eduquem os seus colaboradores de forma que adquiram a sensatez de que não é um instrumento para o uso pessoal, mas sim para adquirir conhecimentos e facilitar o seu próprio trabalho.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SUSTENTABILIDADE: UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO ESSENCIAL PARA O TURISMO BRASILEIRO

A fase de transição do século XX para o século XXI foi marcada por uma série de transformações que acarretou uma grande expansão do setor terciário, contrariando a tendência que predominou a maior parte do século passado onde a indústria garantia a economia mundial. No bojo destas mudanças ocorreu um crescimento acelerado do setor turístico que passou a ser uma força propulsora em todo o mundo, movimentando a economia em enormes dimensões e assim ultrapassou várias atividades tradicionais. O desenvolvimento do turismo iniciou no século XIX com a Revolução Industrial, onde as pessoas conquistaram tempo, dinheiro e disponibilidade para viajar. No decorrer do tempo o capitalismo foi se firmando, os seres humanos passaram a viver diante de uma rotina turbulenta com violência urbana, congestionamento, poluição e pressão no trabalho, fatos estes que despertaram a necessidade da prática do lazer. Estes acontecimentos foram responsáveis pelo boom do turismo, aumentando o fluxo de demanda em vários centros receptores do mundo. A atividade turística é complexa e dinâmica, visto que se relaciona com diversos setores, com o meio ambiente, com a cultura, com a sociedade e ainda depende de ações do poder público para o seu progresso. Diante deste fato verifica-se que o turismo exige um olhar diferenciado para o seu desenvolvimento, não podendo ser tratado apenas como um vetor econômico, mas também deve ser considerado um fenômeno sócio-cultural, pois há uma interação entre turista, sociedade, cultura e meio ambiente. Ressalta-se ainda, que o turismo é um setor que pode gerar inúmeros benefícios quando é praticado com seriedade envolvendo os seus diversos aspectos, mas em contrapartida pode trazer vários prejuízos quando é visto apenas sob o enfoque econômico. Surgi então à necessidade de adotar um modelo de desenvolvimento mais amplo, que além do crescimento econômico vise também o bem estar social e o uso racional de seus atrativos. Nesse sentido, aparece à sustentabilidade, um termo que tem se consolidado nas discussões atuais em todo o mundo. A World Conservation Union (apud OMT, 2001, p. 245) define como: “o processo que permite o desenvolvimento sem degradar ou esgotar os recursos que tornam possíveis o mesmo desenvolvimento.” Nota-se que é um modelo de desenvolvimento que utiliza seus recursos de maneira que não destrua para que as gerações futuras possam desfrutar. Contudo, pode-se compreender que é um procedimento essencial para o turismo, já que este depende da natureza, da cultura, da sociedade e da economia que são partes integrantes do seu produto. Atualmente tem se falado muito em sustentabilidade ecológica que passa a ser uma preocupação para a maior parte dos indivíduos que vem sentido os impactos como o aquecimento global, porém para a atividade turística não basta buscar apenas a preservação do meio ambiente é fundamental que conserve também a cultura e a sociedade, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida. Para atingir este novo modelo no turismo, uma estratégia se faz necessária, ou seja, é imprescindível a implantação de um planejamento que se tornou diante das novas perspectivas mundiais uma ferramenta indispensável para o manejo do setor. Através desta técnica será possível fazer um diagnóstico da atual realidade que indicará ações que devem ser feitas para buscar a sustentabilidade. Ainda vale ressaltar que este planejamento deve ser revisado, pois a atividade é meramente frágil, podendo ocorrer à necessidade de mudanças ao longo dos acontecimentos. Um exemplo claro que o segmento está exposto a transformações que não se espera é a epidemia da “gripe A” que se espalhou por diversos locais do mundo, afetando negativamente o fluxo de pessoas por estes lugares. Em se tratando do Brasil, pode-se observar que algumas cidades passaram a entender a necessidade de implantar um planejamento que direcione a preservação, porém ainda em porcentagem muito reduzida, dado que a maioria ainda pensa exclusivamente nos aspectos financeiros, olhando somente para o lucro do negócio. Como mudar esta realidade? O primeiro passo é do poder público, que precisa direcionar suas ações nos processos de planejamento não visando apenas à elevação da demanda, deve olhar também para a qualidade do produto oferecido, requisito principal diante das exigências dos novos consumidores do século XXI. O governo federal tem investido densamente em campanhas publicitárias e créditos facilitados para viagens, mas não se escuta falar em projetos de educação turística, de qualificação profissional, de implantação de leis que regulamente a profissão de turismo, de estudo de capacidade de carga, dentre outras ações que são indispensáveis para um desenvolvimento responsável e saudável. No entanto, o poder público estadual e municipal segue o mesmo caminho, não se preocupando em buscar ações que sustente a prática e gere benefícios ao pólo-receptor. Em relação aos empresários do ramo também é necessário uma transformação em seu conceito de organização turística, precisa buscar novos processos direcionados ao sistema de qualidade especialmente quando se refere à mão de obra qualificada, deixando de lado assim, a estrutura familiar que predomina em várias empresas do setor. A população local também é peça fundamental na produção do turismo, deve se integrar nas decisões do planejamento, pois através desta atitude perceberá que o desenvolvimento com responsabilidade pode melhorar a sua qualidade de vida. E por último o turista, que necessita compreender que não pode degradar o meio ambiente, agredir os costumes locais, incomodar os residentes, para que possam usufruir de tal localidade pelo resto de suas vidas e não tirar a oportunidade de futuras gerações desfrutarem também. Fica claro que para o Brasil alcançar o turismo sustentável é preciso uma mudança no comportamento e nas atitudes de todos que integram a atividade e para isso o poder público federal deve-se preocupar em desenvolver o setor, já que maior parte das cidades brasileiras possui apenas potencialidade turística e está longe de ser considerado um verdadeiro produto turístico.